Desde 1978 medindo Ozônio.
As sondas de monitoramento de ozônio são preparadas com 15 dias de antecedência ao lançamento, passando por diversos processos de calibração até o momento do voo. Durante a preparação, são conectados o rádio transmissor digital à célula sensora, conhecida como Célula de Concentração Eletroquímica. Para o lançamento, utiliza-se um balão de borracha de neoprene inflado com 4 m³ de gás hidrogênio.
O rastreamento e o pós-processamento dos dados eram realizados com o software dedicado WIN9000 da Lockheed Martin, que gera arquivos em formato de texto, atualmente esses arquivos de texto para processamento são gerados pelo MW41 da Vaisala. Os processamentos são feitos localmente através de interface e motores de processamento desenvolvidos pelos bolsistas no laboratório, como também são enviados para a NASA para processamento e disponibilização.
O voo das sondas tem duração aproximada de 90 minutos, alcançando altitudes de até 33 km. Durante o trajeto, são coletados perfis detalhados de ozônio, temperatura, umidade, velocidade e direção dos ventos, utilizando a tecnologia GPS (Sistema de Posicionamento Global).
Após o processamento, os dados são representados graficamente e enviados para a NASA. Posteriormente, eles são disponibilizados no site do SHADOZ (Southern Hemisphere ADditional Ozonesonde). Além disso, todas as informações e arquivos de sondagens são armazenados em um banco de dados no LAVAT, sendo amplamente compartilhados com estudantes, pesquisadores, universidades e o público em geral.
Conheça um pouco sobre como funciona a medição do Ozônio
A OzônioSonda vem desmontada para o Brasil diretamente da NASA, no laboratório é montada e calibrada, dentro da caixa de isopor que serve como isolante térmico está o sensor de ozônio, interface, motor e sensor de temperatura. Ao lado de fora fica o rádio com sensor de temperatura e humidade, como também o GPS.
A ECC ou ozoniossonda [Komhyr, 1969] é um instrumento leve e compacto desenvolvido para medir a distribuição vertical do ozônio atmosférico e é potencialmente capaz de produzir dados precisos da concentração de ozônio na atmosfera.
O sensor de ozônio é composto de duas placas de platina com eletrodos imersos em soluções de iodeto de potássio (KI) de diferentes concentrações contido em câmaras separadas de Cátodo e Ânodo. Estas são interligadas por uma ponte iônica que, além de fornecer uma via de íons, retarda a mistura dos eletrólitos de cátodo e de ânodo, preservando suas concentrações.
O sensor da ECC não requer a aplicação de uma força eletromotriz externa (FEM), de aproximadamente 0,13 V para a operação, esta é derivada de uma diferença de concentrações de Iodeto de Potássio (KI) presentes nas duas meias células. Ambas as células contém também Brometo de Potássio (KBr) e uma solução tampão em cada célula para manter o pH das soluções (pH=7).
Uma reação química inicia-se assim que a bomba de teflon força o ar ambiente, contendo ozônio, para dentro da câmara de Cátodo que contém a Solução Eletrolítica.
A corrente da célula pode ser medida quando a Chave "S" é fechada e "R" é a resistência de carga do circuito.
A ECC da Science Pump Corporation (SPC) consta de três partes principais: uma bomba de teflon com seu motor, duas câmaras (Cátodo e Ânodo) e uma Interface eletrônica.
1. Bomba de teflon de entrada de ar cuja função é extrair de forma regular o ar ambiente e fazê-lo passar pela câmara sensora de ozônio (Cátodo).
2. Câmara de Cátodo (sensor de ozônio).
3. Câmara de Ânodo (sensor de ozônio).
4. Fios das câmaras (Cátodo e Ânodo).
5. Tubo de entrada de amostra de ar.
6. Motor da bomba do sensor.
7. Conector para a alimentação da bomba/interface pela bateria.
8. Potenciômetro para ajustar a corrente de resposta da célula, utiliza-se quando a corrente não alcançar um valor estável em torno de 0.0200 μA (AJUSTAR SOMENTE SE FORESTRITAMENTE NECESSÁRIO).
9. Fios azul e branco (condutores da corrente que a célula gera) com curto circuito para diminuir a corrente residual (IBkg ou simplesmente IB).
10. Conector para interligação com o RS para transmissão dos dados.
11. Conector para a alimentação da Bomba e Interface.
O RS da Lockheed Martin (LMS6) não só permite a medição do ozônio atmosférico da superfície da terra a altitudes que excedem 30 km, como também de dados meteorológicos: pressão atmosférica (GPS ou sensor), temperatura e umidade relativa do ar, ozônio, direção e velocidade do vento (GPS), etc. Estes dados da ozoniossonda, durante o voo, são transmitidos para o receptor LMG6, em solo, que está conectado a um computador rodando em ambiente "Windows" (versão 7 a 10) e com o uso do software "Win9000" faz-se o processamento e exibição destes na tela do computador.
1. Sensor de temperatura do ar (termistor externo).
2. Sensor de umidade relativa do ar (externa).
3. Antena de transmissão.
4. Terminal de Conexão de dados da interface da ozoniossonda.
5. Sensor de temperatura interna (thermistor bead) para instalar no interior da Ozoniossonda.
6. Terminais para alimentação do RS.